De uns anos pra cá, desde que amadureci violentamente, tenho sido uma aluna e coleguinha de sala doce e meiga, uma vez ou outra emburradinha, embora quieta, mediamente madura e que muito raramente briga com outros colegas (estes têm de ser absurdamente irritantes e lindas criancinhas querendo aparecer importunando outros).
Porém notei que nas últimas semanas tenho ido todos os dias mal-humorada para o colégio, não tratando mais tão bem meus colegas - odeio essa palavra, às vezes soa tão irônica - , não sorrindo mais tanto, nem tolerando mais algumas brincadeiras ou atitudes que julgo infantis. Fora que já não sei mais opinar em questões relacionadas à opinião geral da turma sem radicalizar. Em muitas vezes me posicionei ao lado oposto da maioria, mas sempre tentei (e muitas vezes consegui) chegar num meio termo, expondo meus argumentos de forma madura e (talvez por isso) convincente. Nestes ultimos tempos, tenho sentido que isto não acontece mais.
A questão é que não tenho mais paciência. Perco-a muito fácil, isso quando chego com ela.
Tudo e todos me irritam, seja este sentimento justo ou não, com ou sem motivo.
Talvez porque já me acostumei a estar naquele meio. Ou não.
Então: será que essa minha falta de paciência é ela por si própria ou seria eu de verdade, quando me acostumo com as pessoas?
Talvez o bombom, de cobertura tão doce, tenha um recheio azedo.
E, só pra constar, azedo não é amargo.
terça-feira, 16 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Auto-suficiência
Esses dias, num blog aleatório, li algo sobre suficiência. Mais precisamente, sobre ser suficiente para alguém.
Eu, com certeza, preciso disso.
Mas andei pensando e refletindo durante uma conversa com meu pai...
Nunca conseguirei ser suficiente para alguém enquanto não for suficiente para mim mesma.
Está na hora de começar a criar o meu espaço, o meu caminho, saber o que quero e do que gosto.
Ter objetivos, e fazer o necessário para alcançá-los. E me sentir feliz com isso.
Reconheço que ser suficiente é importante e necessário para mim.
Mas antes de sê-lo para alguém, tenho que ser para mim mesma.
Eu, com certeza, preciso disso.
Mas andei pensando e refletindo durante uma conversa com meu pai...
Nunca conseguirei ser suficiente para alguém enquanto não for suficiente para mim mesma.
Está na hora de começar a criar o meu espaço, o meu caminho, saber o que quero e do que gosto.
Ter objetivos, e fazer o necessário para alcançá-los. E me sentir feliz com isso.
Reconheço que ser suficiente é importante e necessário para mim.
Mas antes de sê-lo para alguém, tenho que ser para mim mesma.
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