Eu nunca pensei que fosse voltar a me sentir assim. Não tão rápido ou de repente, ao menos.
Há pouco tempo atrás, por alguns poucos e inesquecíveis meses, eu provei das melhores coisas da vida. Eu provei de novo tudo aquilo que eu buscava desesperadamente há tantos anos.
Eu provei das boas surpresas, do maravilhoso inesperado;
Da solidão independente e, ao mesmo tempo, da companhia dependente;
Do sentir-se capaz e sentir-se segura. Forte, (quase) destemida;
Amada, amando, esperada, esperando;
Auto-suficiente, finalmente.
Do viver um dia por vez, sem pressas do amanhã ou ganas do passado;
Da aceitação do destino e de tudo o que ele tinha a me oferecer.
Do esperar, conhecer, analisar, concluir e curtir cada detalhe
de cada objeto. De cada paisagem. De cada pessoa. De cada momento.
Eu provei da superação. E da fé
nos outros, em mim, no mundo.
Olhava pra quase todas essas postagens e sentia repulsa. Vontade de apagar tudo: nesse blog, dessa vida. Nada mais disso me pertencia. Finalmente o meu caminho parecia ter ressurgido, mesmo que ainda incerto.
E eu finalmente me sentia preparada para enfrentar o próximo dia, fosse lá o que ele tivesse para me trazer.
Mas de repente me flagrei enfraquecida outra vez.
Sem piso, sem direção;
um tanto sufocada, tamanha perdição.
De repente me flagrei escrevendo aqui outra vez.
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(Juro que não queria tornar esse blog um poço de lamentações, mas toda vez que sinto vontade de confessar essas coisas, acabo vindo parar aqui. É bom ter onde despejar o entulho da casa)