Sinceramente, já passei daquela fase onde os critérios básicos de avaliação para a minha aproximação de uma pessoa são seus níveis intelectuais. E acho uma grande besteira desprezar pessoas "comuns" só por elas o serem.
Primeiro, porque é estar se sobrestimando sem qualquer humildade.
Segundo, porque ninguém escolhe onde nasce e como é criado - e pessoas que "pensam mais" deveriam ter essa noção.
Terceiro, porque todo mundo tem um pouco de cultura popular dentro de si, querendo ou não.
Quarto, e por último, porque reclamar/desprezar não muda nada além do status social de quem o faz, que, é claro, agora encontra-se no andar (da elite narcisista - à alguns passos de fascista) intelectual.
Com certeza, olhar pra "mente" das pessoas é importante e, além de ajudar a definir quem elas são, pode sim ser imprescindível na construção de uma amizade. Mas não deve ser o essencial para fazer o julgamento que define se irá permitir uma aproximação ou manter a distância de alguém.
Há algo muito mais importante (e talvez mais complexo) para enxergar-se antes: o coração. Uma mente pode ser construída e desconstruída o tempo todo, enquanto um coração é apenas reflexo da essência de "bondade" do espírito de uma pessoa (e, posteriormente, esse reflexo mesclado ao de experiências pessoais - mais conhecido como impurezas).
É o coração que, somado à uma parte da mente, definirá o caráter de alguém.
E, particularmente, já há alguns anos, tornou-se o que importa pra mim.
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